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Cuidar da minha saúde

Os 10 Mandamentos da Automedicação

Cuidados a ter com a Automedicação

No nosso dia a dia é comum tentarmos curar - sem consulta médica prévia - várias doenças mais passageiras e sem gravidade. E para isso recorremos à automedicação. Eis o que devemos ter em consideração.

Algumas doenças crónicas (rinite alérgica, osteoartrite, entre outras) em que o diagnóstico é conhecido, podem, igualmente, ser tratadas pela própria pessoa quando há recaídas.

Recheiro de Casa com paredes amarelas

Regras fundamentais

Para ser praticada de forma responsável existem algumas regras que devem ser asseguradas

1. Questione o seu farmacêutico

Embora a eficácia e a segurança de todos os medicamentos sejam devidamente comprovadas, é aconselhável informar-se antes de comprar um medicamento que não exija nenhuma prescrição. O seu farmacêutico é capaz de ajudá-lo. Para isso, ele precisa de saber para que fim se destina o medicamento solicitado e em que circunstâncias será administrado.
      
2. Consulte o seu médico em caso de dúvida, se estiver grávida, a amamentar, ou se o medicamento se destinar a um bebé

Antes de qualquer tratamento é necessário saber qual é o problema de saúde em questão. Apenas as doenças que qualquer pessoa facilmente reconhece podem entrar no domínio da automedicação. Quando os sintomas são questionáveis, violentos ou persistentes, é altamente recomendável consultar um médico para uma análise mais detalhada e especializada. O mesmo se aplica quando não sentir nenhuma melhoria após tomar uma medicação adequada. As mulheres grávidas, a amamentar e os bebés nunca deverão tomar um medicamento sem orientação médica.
     
3. Automedicação durante o período indicado

Se a sua condição de saúde piorar ou se nenhuma melhoria ocorrer durante o tratamento com o medicamento, deve recorrer a ajuda especializada de um médico. Em todos os casos, não exceda a duração do tratamento com o medicamento mencionado no respetivo folheto informativo.
     
4. A automedicação não é motivo de vergonha

Não deve esconder do seu médico quais os tratamentos a que se submete, submeteu, ou continua a submeter, bem como a medicação que toma. Os médicos estão habituados a lidar com o facto dos seus pacientes se automedicarem e não irão julgá-lo/a.
          
5. Leia atentamente o folheto informativo e a embalagem de cada medicamento

A embalagem não serve apenas para proteger o seu conteúdo, mas também para fornecer informações valiosas, tais como o nome do medicamento, o seu fabricante, o conteúdo do princípio ativo e a data de validade. Por este motivo, deverá conservá-la até ao final e ler cuidadosamente as instruções do medicamento. 
Estas especificam a sua composição, as doses recomendadas em função da idade ou peso, como tomar, contraindicações, possíveis efeitos colaterais e as suas condições de conservação.
6. Evitar tomar simultaneamente medicamentos diferentes

Tomar vários medicamentos simultaneamente pode reforçar ou, pelo contrário, enfraquecer os seus efeitos, ou até mesmo aumentar o risco de efeitos indesejáveis. Ao longo de um tratamento prescrito, é importante informar o seu médico da eventual administração de outros medicamentos em regime de automedicação.
     
7. Evite o álcool

O álcool pode alterar o efeito de inúmeros medicamentos, aumentando o risco de efeitos adversos. Quando administrado juntamente com determinados medicamentos, o álcool diminui a velocidade de reação à medicação e até mesmo física, o que poderá ter impactos na condução de veículos ou utilização de máquinas.
     
8. Conserve corretamente os seus medicamentos

Sob a influência da luz, calor ou humidade, os medicamentos podem deteriorar-se. Para garantir uma boa conservação, armazene-os em locais frescos, secos e protegidos da luz. Existem armários especializados para este efeito.
    
9. Cuidados a ter com as crianças

Para evitar acidentes, é absolutamente necessário manter os medicamentos fora do alcance das crianças, num local alto ou num armário trancado. Evite deixá-los nas gavetas da mesa de cabeceira, bem como nos armários da cozinha ou na casa de banho.
Uma exceção a esta regra são as vacinas e supositórios, assim como algumas suspensões orais reconstituídas a partir de um pó (geralmente os antibióticos), que devem ser guardados no frigorífico. Esconda-os bem ao fundo, na prateleira mais alta, mas não se esqueça deles!
     
10. Saber renunciar a automedicação

Não é aconselhável tratar-se sem consulta médica prévia a não ser em situações de doenças bem conhecidas e definidas. 
Na presença de certas doenças crónicas, como por exemplo, diabetes, doenças cardíacas, sistema de defesa enfraquecido ou os distúrbios conhecidos no fígado e nos rins, o médico deve ser consultado previamente, mesmo que o sintoma seja só uma pequena dor de cabeça. Isto também é válido para quando há ocorrências súbitas de sintomas não explicáveis.

O conteúdo deste artigo é meramente informativo e não dispensa a consulta de um médico.

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