Até mesmo a pé há perigo!

A criança é vulnerável, tanto pela sua fragilidade física como pelas suas reações impulsivas e muitas vezes imprevisíveis. O seu desenvolvimento psicomotor e sensorial, ainda incompleto, não permite uma perceção exata dos perigos. Na verdade, a altura do/a seu/sua filho/a impede-o/a de ver mais ao longe. A sua visão geral e periférica só é adquirida na totalidade a partir dos 8 anos.
     
A noção das distâncias, a perceção dos sons circundantes e a velocidade são imprecisos.
    
E, finalmente, a sua análise da informação referente ao exterior (rua/estrada) é lenta e sequencial.
    
Os pais são a referência dos seus filhos! Seja um exemplo quando anda na rua ou quando conduz!

Quando atravessar a rua, explique que deverá:

  • Verificar se o semáforo para peões está verde: o momento em que o peão pode atravessar em segurança, porque o semáforo está vermelho para os carros. No entanto, deve garantir que todos os veículos estão parados antes de atravessar!
  • Saber que a passadeira é regulada por semáforos ou não, devendo olhar à esquerda e à direita, e depois à esquerda novamente antes de atravessar a estrada, para verificar se se aproximam veículos.
  • Atravessar a andar e nunca a correr, para evitar o risco de cair no chão.

A aprendizagem deve ser feita quando caminham em família. O objetivo é proteger sem “sobreproteger”.

A partir dos 3 anos de idade:

O/A seu/sua filho/a é obviamente muito jovem para andar sozinho, no entanto, pode começar a sua instrução de “como andar na rua”. Indique-lhe, demonstrando, onde deve andar (no passeio), onde atravessar (nas passadeiras) e como detetar os perigos. Mostre-lhe o máximo de exemplos possível do que poderá acontecer quando se está  na rua.

A partir dos 7 anos de idade:

O/A seu/sua filho/a pode largar a sua mão para circular perto de si na calçada, junto das casas/prédios. Dê-lhe a oportunidade de escolher por onde andar e deixe-se guiar para permitir que o/a seu/sua filho/a detete os pontos a rever ou melhorar. 
Em todas as situações deverá dar-lhe a mão para atravessar.

A partir dos 8 anos de idade:

A criança já adquiriu o conhecimento sobre os perigos da estrada e já começa a ser capaz de processar mais informações ao mesmo tempo. 

  • A sua capacidade de antecipar permite-lhe começar a andar sozinho/a, tendo em conta duas condições:
  • O trajeto ser curto e simples (passadeiras, paragens de autocarro, ciclovias, portões de garagens, entre outros);
  • O percurso ser conhecido e dominado pela criança, pois já o percorreu muitas vezes com o adulto-educador, que ajudou a identificar os perigos e as precauções a ter em diversas situações.

O conteúdo deste artigo é meramente informativo.