A criança é vulnerável, tanto pela sua fragilidade física como pelas suas reações impulsivas e muitas vezes imprevisíveis. O seu desenvolvimento psicomotor e sensorial, ainda incompleto, não permite uma perceção exata dos perigos. Na verdade, a altura do/a seu/sua filho/a impede-o/a de ver mais ao longe. A sua visão geral e periférica só é adquirida na totalidade a partir dos 8 anos. A noção das distâncias, a perceção dos sons circundantes e a velocidade são imprecisos. E, finalmente, a sua análise da informação referente ao exterior (rua/estrada) é lenta e sequencial. Os pais são a referência dos seus filhos! Seja um exemplo quando anda na rua ou quando conduz!
Quando atravessar a rua, explique que deverá:
A aprendizagem deve ser feita quando caminham em família. O objetivo é proteger sem “sobreproteger”.
A partir dos 3 anos de idade:
O/A seu/sua filho/a é obviamente muito jovem para andar sozinho, no entanto, pode começar a sua instrução de “como andar na rua”. Indique-lhe, demonstrando, onde deve andar (no passeio), onde atravessar (nas passadeiras) e como detetar os perigos. Mostre-lhe o máximo de exemplos possível do que poderá acontecer quando se está na rua.
A partir dos 7 anos de idade:
O/A seu/sua filho/a pode largar a sua mão para circular perto de si na calçada, junto das casas/prédios. Dê-lhe a oportunidade de escolher por onde andar e deixe-se guiar para permitir que o/a seu/sua filho/a detete os pontos a rever ou melhorar. Em todas as situações deverá dar-lhe a mão para atravessar.
A partir dos 8 anos de idade:
A criança já adquiriu o conhecimento sobre os perigos da estrada e já começa a ser capaz de processar mais informações ao mesmo tempo.
O conteúdo deste artigo é meramente informativo.