Luta contra o vírus da SIDA

O Dia Mundial de Luta Contra a Sida visa alertar para a necessidade de prevenção e de precaução contra o vírus da SIDA. Este vírus ataca o sistema sanguíneo e o sistema imunológico do doente.

Sintomas
A fase aguda da infeção com VIH ocorre uma a quatro semanas após o contágio. Alguns sintomas passam pela dor de cabeça, dor nas articulações e nos músculos, dor de estômago, febre, fadiga, suores, dificuldades em engolir, perda de peso, entre outros. As pessoas tendem a recuperar deste período, pois os sintomas desaparecem e observa-se um decréscimo da carga de vírus, em resposta à reação do sistema imunológico, passando posteriormente por um período em que não exibem sintomas (apesar de o vírus continuar a multiplicar-se).
 
Na fase sintomática da infeção, o doente começa a ter sintomas e sinais de doença, indícios da existência de uma depressão do sistema imunológico, aqui ainda sem reflexos de SIDA. O doente pode referir queda de cabelo, cansaço não habitual, falta de apetite, diarreia, pele seca, etc. A fase seguinte designa-se por SIDA e é descrita por uma imunodeficiência em que aparecem tumores e infeções. A sua evolução pode ser modificada pelo tratamento com fármacos anti retrovíricos, podendo acontecer que um seropositivo nunca chegue a uma fase sintomática da doença.
 
Diagnóstico
Os testes aos anticorpos, a recém-nascidos, filhos de mães seropositivas, só têm completa validade ao fim de 18 meses. Ao fim desse período, se a criança não exibir anticorpos é porque o bebé é seronegativo.
As primeiras análises a um infetado podem dar um resultado negativo se o contágio foi recente, por isso, os testes devem ser repetidos entre quatro a seis semanas e três meses após a primeira análise.
O teste usado é o ELISA - Enzime Linked Immuno-Sorbent Assay - que, posteriormente, é sempre confirmado por outros testes específicos, como é o caso do Western blot. Realizam-se também testes de carga de vírus para avaliar o nível de VIH no sangue dos seropositivos.
 
Contágio do vírus
O contágio faz-se através de sémen, fluidos vaginais, sangue, leite materno, contacto com feridas e através dos fluidos pré-ejaculatórios dos seropositivos. A forma mais perigosa de transmissão é através de seringa com sangue contaminado, pois o vírus entra directamente na corrente sanguínea.
O vírus pode ser transmitido durante a gravidez, o parto ou através da amamentação.
Para além disso, este vírus pode encontrar-se na saliva, no suor e nas lágrimas de uma pessoa infetada, porém, a sua quantidade é demasiado pequena para conseguir transmitir a infeção a outra pessoa.
  
Onde pode fazer o teste?
Pode fazer o teste num centro de acolhimento e detecção precoce do VIH/SIDA (CAD), ou ainda pedir ao seu médico de família que prescreva o exame.
 
Proteja-se!
Para prevenir o contágio do vírus deve utilizar sempre preservativo nas relações sexuais. Não partilhar material usado na preparação de drogas injetáveis, seringas, agulhas, objetos cortantes (ex. utensílios para fazer piercings e tatuagens), entre outros.
As pessoas já infetadas com este vírus devem adotar práticas de sexo seguras. Estas práticas seguras protegem as pessoas seropositivas de serem infetadas com outras doenças, também elas sexualmente transmissíveis. Assim, estará a proteger-se a si e ao seu parceiro.
 
 
O conteúdo deste artigo é meramente informativo e não dispensa a consulta de um médico.