Identificar a perda de autonomia apos os 70 anos

O envelhecimento natural é inevitavelmente acompanhado por alguma perda da autonomia, o que poderá afetar mais ou menos o dia a dia da pessoa, dependendo dos casos.

Poderão ocorrer situações de dependência na utilização de transportes públicos, em carregar pesos ou até as compras do supermercado, na realização de tarefas mais meticulosas, entre outros exemplos.

A qualidade de vida pode reduzir moderadamente, sendo importante agir rapidamente aos primeiros sinais para evitar que a dependência se instale.

Monitorizar a capacidade de movimentação.

Quando a perda de autonomia se torna patológica, a pessoa idosa sente-se em baixo e reduz os seus movimentos ao estritamente necessário. Além disso, tende a caminhar mais lentamente, passando a requerer a cada movimento um esforço visível. 
Geralmente, a atividade física é reduzida, ou mesmo ausente.

Atenção à fadiga

Deverá ter atenção aos sinais de fadiga anormal: se a pessoa idosa adormece muitas vezes durante o dia, se diz estar cansada ao acordar ou estiver esgotada após um dia sem que especial esforço tenha sido realizado. Poderão ser sinais de insónia, anemia, desnutrição, dor crónica ou depressão. Nestes casos, é altamente recomendada uma consulta médica.

Controlo de peso.

Os idosos, mesmo de boa saúde, têm um apetite mais reduzido e sentem-se mais facilmente saciados. Neste sentido, podem perder um pouco de peso sem qualquer motivo de preocupação. Somente uma perda de peso superior a 5% em três meses, ou 10% em seis meses deve alertar os familiares ou pessoas próximas.

Cataratas, um sinal de alarme.

As cataratas, mesmo sem gravidade, são um sinal que não deve ser ignorado. São um dos primeiros indicadores de perda de autonomia dos idosos. As cataratas podem aparecer, por exemplo, devido a uma diminuição da acuidade visual ou fraqueza muscular. Quando se repetem, é essencial consultar um/a médico/a, que irá analisar e explorar as causas possíveis a fim de aplicar as medidas de correção ou de proceder aos tratamentos adequados.

Controlo de memória.

As leves perdas de memória são comuns quando se atinge uma determinada idade, mas não perturbam o dia a dia da pessoa. Quando as referidas perdas se tornam incómodas é fundamental (mesmo que seja apenas para tranquilizar) consultar um/a especialista.

Deteção de depressão nos idosos.

A depressão em idosos é muitas vezes ignorada e os seus sintomas passam muitas vezes despercebidos devido à idade avançada da pessoa. 
Para não avançar para um estado depressivo, tenha atenção aos sinais de fadiga anormal e à falta de motivação, tristeza, perda de interesse em atividades habituais, dificuldade de concentração, perda de apetite ou distúrbios de sono.
Atenção: um estado moderado de depressão poderá piorar após uma infeção, um acidente ou uma cirurgia. A pessoa deixa de se interessar por tudo, incluindo pela alimentação.
 

Detetar doenças neurológicas.

As doenças neurológicas (ex.: Alzheimer, Parkinson ou outras) começam a manifestar-se discretamente. Alguns sintomas iniciais são: distração invulgar; dificuldade em falar; necessidade de assistência nas ações do dia a dia; estado ligeiramente depressivo; quedas repetitivas; perda de peso; alterações no humor ou personalidade; entre outros. 
Se a pessoa parecer "estranha", não hesite em consultar um/a médico/a.
 
 
O conteúdo deste artigo é meramente informativo e não dispensa a consulta de um médico.