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Bem-estar dos filhos

O que é a Roséola Infantil?

Roséola Infantil: o que precisa de saber sobre a "sexta doença"

O seu bebé teve febre alta durante três dias e, quando finalmente a temperatura baixou, apareceram pintinhas vermelhas no corpo? Pode ser Roséola infantil.

A Roséola infantil, também denominada de "exantema súbito", "sexta doença" ou “febre dos 3 dias” é uma doença infeciosa viral e sem gravidade.

Esta situação é extremamente comum e afeta cerca de 1 em cada 3 crianças portuguesas entre os 6 meses e os 3 anos de idade, com maior incidência entre os 6 e os 15 meses.

Apesar do susto inicial com a febre elevada, a boa notícia é que se trata de uma doença benigna, de evolução favorável e que raramente causa complicações.



A Roséola assusta os pais pela febre alta repentina, mas é uma das doenças infantis mais benignas e autolimitadas que existem.

Índice de conteúdos

  1. O que é a Roséola Infantil?
  2. Sintomas da Roséola Infantil: como reconhecer
  3. As 2 fases da Roséola Infantil
  4. A Roséola Infantil é transmissível? como se dá o contágio
  5. Diagnóstico: como confirmar a Roséola infantil
  6. Tratamento da Roséola Infantil
  7. Quanto tempo demora a Roséola infantil?
  8. Pode-se ter Roséola mais do que uma vez?
  9. Roséola vs outras doenças exantemáticas
  10. Complicações causadas pela Roséola
  11. Prevenção e cuidados a ter com Roséola Infantil
  12. FAQ - Perguntas Frequentes sobre Roséola
  13. Resumo sobre a Roséola Infantil

O que é a Roséola Infantil?

Tal como a varicela, a Roséola infantil é causada por um vírus, o vírus herpes humano tipo 6 (VHH-6) e 7 (VHH-7). Este vírus é pouco contagioso e não se sabe ainda o seu modo de transmissão. Presume-se que seja através do contacto direto com secreções que contenham o vírus (ex.: saliva do indivíduo infetado). Este vírus RNA pertence à família Togaviridae, sendo o homem a única fonte de infeção.

Esta doença é extremamente comum na primeira infância e a primavera e o outono são normalmente as alturas em que ocorrem mais casos.

Estima-se que cerca de 90% dos casos ocorrem em crianças entre os 6 meses e os 3 anos de idade. Muitas crianças chegam aos cinco anos já tendo tido contacto com o vírus, desenvolvendo imunidade natural.

A designação "sexta doença" tem origem histórica. No passado, as doenças exantemáticas infantis (que causam erupções cutâneas) eram numeradas: sarampo era a primeira, escarlatina a segunda, rubéola a terceira, doença de Dukes a quarta, eritema infecioso a quinta e Roséola a sexta. Embora esta nomenclatura esteja desatualizada, o nome "sexta doença" ainda persiste.

A Roséola é considerada uma doença benigna e autolimitada. Isto significa que o organismo combate a infeção naturalmente, sem necessidade de tratamento específico na grande maioria dos casos. As complicações são raras e a recuperação é completa.


Mãe vê a febre de criança doenteMãe vê a febre de criança doente

Quais são os sintomas da Roséola infantil?

Como reconhecer os sintomas da Roséola

Os sintomas da Roséola infantil surgem de forma característica e em duas fases distintas. Compreender esta sequência ajuda pais e cuidadores a identificar a doença e a evitar preocupações desnecessárias.

Muitas vezes, a sexta doença não é detetada pelo/a médico/a por não passar de um simples aumento de temperatura.

A criança pode ficar irrequieta e apresentar os gânglios linfáticos inchados e doridos.

As 2 fases da Roséola

1.ª fase da Roséola: A febre alta e repentina

  • O primeiro e mais marcante sintoma da Roséola é o aparecimento súbito de febre elevada, que pode atingir 39,5°C a 40,5°C. Esta febre surge de forma abrupta, sem sinais prévios evidentes, o que frequentemente surpreende e assusta os pais.
  • Durante os três a cinco dias de febre, a criança pode apresentar outros sinais como irritabilidade acentuada, perda de apetite, sonolência excessiva ou, pelo contrário, agitação. Alguns bebés desenvolvem sintomas respiratórios ligeiros como nariz entupido, tosse suave ou garganta ligeiramente avermelhada. Diarreia leve e gânglios inchados no pescoço também podem ocorrer.
  • Um aspeto peculiar da Roséola é que, apesar da febre muito elevada, muitas crianças não parecem gravemente doentes. Continuam relativamente ativas entre os episódios febris, o que pode confundir os pais sobre a gravidade da situação.
2.ª fase da Roséola: As manchas no corpo

  • Quando a febre desaparece subitamente, surgem as pintinhas vermelhas no corpo do bebé após febre. Este é o sinal distintivo da roséola infantil. O exantema aparece tipicamente 12 a 24 horas depois da temperatura normalizar, embora possa surgir em poucas horas. Ao fim de quatro dias, a temperatura retorna ao normal. Aparecem pequenas manchas rosa na barriga, peito e costas, que ficam mais claras quando se toca. Estas estendem-se para os braços, pernas e nádegas, e podem persistir.
  • As manchas são pequenas, planas ou ligeiramente elevadas, de cor rosa ou avermelhada. Começam habitualmente no tronco (peito e abdómen) e podem espalhar-se para o pescoço, face, braços e pernas. Em alguns casos, as manchas têm um halo branco à volta. Quando se pressiona suavemente a pele, as manchas ficam temporariamente brancas.
  • Ao contrário de outras doenças exantemáticas, a erupção da Roséola não provoca comichão nem dor. Pode durar desde algumas horas até dois dias, desaparecendo completamente sem descamação ou alteração permanente da pele.

    Leia também sobre otite - uma infeção comum nas crianças. 

Casos atípicos de Roséola

Nem sempre a Roséola desenvolve manchas vermelhas no corpo, passando despercebida ou sendo confundida com outra infeção viral.

A Roséola é transmissível?

Como se dá o contágio da Roséola

Sim, a Roséola é transmissível, mas é considerada moderadamente contagiosa quando comparada com outras doenças virais infantis como a varicela ou o sarampo.

  • Mecanismo de Transmissão

A transmissão ocorre principalmente através de gotículas respiratórias. Quando uma pessoa infetada fala, tosse, espirra ou simplesmente respira, liberta pequenas partículas que contêm o vírus. Estas gotículas podem ser inaladas por crianças próximas ou pousar em superfícies.

O contacto direto com secreções também pode transmitir o vírus. Isto inclui saliva, secreções nasais e objetos contaminados como brinquedos, chupetas ou copos partilhados. Em creches e ambientes com muitas crianças pequenas, esta via de transmissão é particularmente relevante.

  • Período de Contágio

A Roséola é mais contagiosa durante a fase febril, antes do exantema aparecer. Isto cria um desafio para a prevenção: quando os pais percebem que a criança tem roséola (ao ver as manchas), o período de maior transmissibilidade já passou.

Após o aparecimento das manchas, a criança geralmente já não é contagiosa ou tem contagiosidade muito reduzida. Muitos pediatras consideram seguro o regresso à creche 24 horas após a febre ter desaparecido, mesmo que o exantema ainda esteja visível.

  • Portadores Assintomáticos

Uma particularidade importante da Roséola é a existência de portadores assintomáticos. Muitas pessoas, incluindo adultos e outras crianças, podem ter o vírus no organismo e eliminá-lo através da saliva sem desenvolver qualquer sintoma. Estes portadores silenciosos são uma fonte importante de transmissão.

Segundo estudos de virologia pediátrica publicados no National Institutes of Health (NIH) em 2014, a maioria das transmissões ocorre através de contacto próximo com familiares assintomáticos. Isto explica porque é frequentemente impossível identificar a origem exata da infeção.

  • Roséola em Adultos

Os adultos raramente desenvolvem Roséola porque já têm imunidade adquirida na infância. Contudo, pessoas com sistema imunitário comprometido - como portadores de HIV, doentes oncológicos em tratamento, transplantados ou pessoas sob terapia imunossupressora - podem contrair a doença. Nestes casos, os sintomas tendem a ser mais graves.

Bebé no pediatraBebé no pediatra

Diagnóstico da Roséola infantil

Como confirmar a doença

O diagnóstico da Roséola infantil é primariamente clínico, baseado na observação dos sintomas característicos e na idade da criança. 

  • Avaliação Médica

Regra geral, os pediatras suspeitam de Roséola infantil quando uma criança entre os 6 meses e os 3 anos apresenta febre elevada sem causa aparente que desaparece subitamente, seguida do aparecimento de manchas rosadas no corpo. A sequência temporal é fundamental para o diagnóstico.

Durante a fase febril, antes das manchas surgirem, o diagnóstico é muito difícil. A febre isolada pode ser causada por inúmeras outras condições, desde infeções respiratórias simples até otites ou infeções urinárias. Só quando as manchas aparecem é que o diagnóstico de Roséola infantil se torna evidente.

  • Exames complementares

Na maioria dos casos, não são necessários exames laboratoriais. O diagnóstico clínico é suficiente e a criança não precisa de ser submetida a colheitas de sangue ou outros procedimentos invasivos.

No entanto, em situações específicas, o médico pode solicitar análises. Um hemograma pode mostrar diminuição dos glóbulos brancos (leucopenia) durante a fase febril, enquanto testes serológicos podem detetar anticorpos específicos contra HHV-6 ou HHV-7, confirmando a infeção, mas raramente são necessários na prática clínica quotidiana.

Outros procedimentos, como as técnicas moleculares como é o caso da PCR (reação em cadeia da polimerase), podem identificar o DNA viral, mas estão reservadas para casos complexos, investigação epidemiológica ou quando há suspeita de complicações neurológicas em doentes imunodeprimidos.

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Mãe trata de bebé com roséola infantil, medindo a febre e hidratando

Tratamento da Roséola

Não existe tratamento específico para a Roséola. Como se trata de uma infeção viral benigna e autolimitada, o organismo combate o vírus naturalmente sem necessidade de medicação antiviral. O tratamento centra-se exclusivamente no alívio dos sintomas.

  • Controlo da Febre

A prioridade é manter a criança confortável durante os dias de febre. O paracetamol é o medicamento mais utilizado para reduzir a temperatura e aliviar o desconforto. A dose deve ser calculada pelo peso da criança e seguir rigorosamente as indicações do pediatra.

O ibuprofeno é uma alternativa válida, particularmente em febres mais resistentes. Pode ser utilizado isoladamente ou alternado com o paracetamol em casos de febre muito elevada, sempre sob orientação médica.

Nunca se deve administrar ácido acetilsalicílico (aspirina) a crianças com infeções virais. Este medicamento está associado à Síndrome de Reye, uma complicação rara mas potencialmente fatal.

  • Medidas Físicas

Além da medicação, medidas simples ajudam a baixar a temperatura. Vestir a criança com roupa leve e fresca é fundamental - evite cobertores pesados ou excesso de agasalhos mesmo que a criança tenha arrepios.

Banhos com água tépida (não fria) proporcionam alívio. A água deve estar ligeiramente mais fresca que a temperatura corporal. Banhos com água fria são contraproducentes, causando arrepios e subida reflexa da temperatura.

Aplicar compressas húmidas na testa, pescoço e axilas também ajuda. Use panos embebidos em água fresca (não gelada) e renove-os quando aquecerem.

  • Repouso

O descanso ajuda o organismo a combater a infeção. Não é necessário manter a criança permanentemente na cama, mas respeite o seu ritmo. Muitas crianças ficam naturalmente mais sonolentas e quietas durante a fase febril.

  • Tratamento das manchas

O exantema da roséola não requer qualquer tratamento. As manchas não causam comichão, não são dolorosas e desaparecem espontaneamente. Não é necessário aplicar cremes, pomadas ou qualquer produto tópico.

  • Antivirais: Quando são necessários?

Em crianças saudáveis, os antivirais não costumam ser necessários
Estes medicamentos estão reservados exclusivamente para doentes gravemente imunodeprimidos que desenvolvem complicações graves, particularmente encefalite (inflamação cerebral). A decisão de usar antivirais é sempre hospitalar e tomada por especialistas.

  • Hidratação Adequada

Durante a febre, as crianças perdem mais líquidos através da transpiração. Manter a hidratação é crucial. Dê à criança água com alguma frequência, assim como leite materno (em bebés que ainda mamam), leite artificial ou soluções de reidratação oral.

Crianças febris frequentemente perdem o apetite. Não force a alimentação, mas assegure-se que bebem líquidos regularmente. Pequenos goles frequentes são mais eficazes que grandes quantidades de uma só vez.

Pai e mãe cuidam de bebé infetado com roséola, enquanto repousam na cama

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Quanto tempo demora a Roséola?

Desde a infeção até à recuperação completa

Compreender a cronologia da doença ajuda os pais a saber o que esperar.

  • Período de Incubação

Após o contacto com o vírus, existe um período silencioso chamado incubação. A criança está infetada mas ainda não apresenta sintomas. Este período dura entre 5 e 15 dias, com média de 9 a 10 dias.

Durante a incubação, não há sinais externos da doença. A criança parece perfeitamente saudável, mas o vírus está a multiplicar-se no organismo.

  • Fase Febril

A febre surge subitamente e dura geralmente 3 a 5 dias. Em alguns casos pode prolongar-se até 7 dias. Trata-se de febre alta, frequentemente acima dos 39°C, que pode flutuar ao longo do dia mas mantém-se elevada.

  • Fase Exantemática

Após a febre ceder abruptamente, o exantema aparece. As manchas duram entre algumas horas e 2 dias, raramente ultrapassando as 48 horas. Desaparecem completamente sem deixar marcas.

  • Duração Total

Da infeção inicial à recuperação completa, todo o processo demora aproximadamente 2 a 3 semanas (incluindo incubação). A fase sintomática propriamente dita - febre mais exantema - dura cerca de 4 a 7 dias.

  • Quando se deve preocupar

Se a febre persistir além de 7 dias, se reaparecer depois de ter cedido, ou se surgirem sintomas novos e preocupantes, deve consultar novamente o pediatra. Febres prolongadas podem indicar outra infeção sobreposta ou um diagnóstico diferente.

Roséola vs outras doenças

Saiba como identificar as diferenças

As febre e manchas vermelhas no corpo podem ser causadas por várias doenças, especialmente na infância.

Distinguir a Roséola de outras condições de doença é essencial para que o tratamento seja o mais adequado.


Roséola vs Sarampo

O Sarampo causa febre alta com sintomas respiratórios marcados (tosse intensa, corrimento nasal abundante, olhos vermelhos e lacrimejantes). 

As manchas do Sarampo aparece enquanto a febre ainda persiste, não após a sua resolução. Estas manchas são mais extensas, começam na face e pescoço, espalham-se rapidamente e podem coalescer formando placas. Frequentemente causam comichão.

O sarampo é muito mais contagioso e potencialmente grave. No entanto, a existência de vacinação MMR (Sarampo, Parotidite, Rubéola) torna o Sarampo extremamente improvável em crianças vacinadas.

Bebé infetado com sarampo, uma doença visualmente semelhante à roséola infantil
criança infetada com rubéola, uma doença visualmente idêntica à roséola

Roséola vs Rubéola

A Rubéola causa febre mais baixa que a Roséola. 

As manchas no corpo causadas pela rubéola surgem enquanto ainda há febre, não depois. Além disso, são mais finas, começam na face e espalham-se rapidamente pelo corpo. A Rubéola causa gânglios aumentados característicos na região retroauricular (atrás das orelhas) e occipital (nuca). 

A vacinação MMR praticamente eliminou a rubéola em Portugal.

Roséola vs Eritema Infecioso

A "quinta doença"

O Eritema Infecioso causa exantema facial característico "em bofetada" (bochechas muito vermelhas) e posteriormente erupção rendilhada nos braços e pernas. 

A febre, quando presente, é baixa.

criança infetada com eritema infecioso, uma doença com algumas parecenças com roséola infantil
criança com escarlatina, uma doença que pode ser confundida com a roséola infantil

Roséola vs Escarlatina

A Escarlatina é causada por bactérias (estreptococos), não por vírus. 

Causa febre, garganta muito inflamada, língua com "aspeto de framboesa" e exantema áspero que parece "lixa" ao toque.

Requer tratamento antibiótico.

Roséola vs Alergias

Ou outras reações medicamentosas

Manchas alérgicas geralmente causam comichão intensa, podem aparecer e desaparecer rapidamente, e não seguem o padrão característico de febre seguida de exantema. 

O historial de exposição a novos alimentos, medicamentos ou produtos ajuda a distinguir.

Criança com alergias, uma condição muitas vezes confundida com roséola infantil

Complicações causadas pela Roséola

Embora a Roséola seja geralmente benigna, algumas complicações podem ocorrer, sobretudo em situações específicas.

  • Convulsões Febris

A complicação mais comum são as convulsões febris, que afetam aproximadamente 10 a 15% das crianças com roséola. Estas ocorrem devido à subida rápida e elevada da temperatura, não pela roséola em si.

Uma convulsão febril manifesta-se por movimentos involuntários, rigidez, olhar fixo e perda de consciência breve. Embora assustadoras para os pais, geralmente duram menos de 5 minutos e não causam lesões cerebrais permanentes.

Se a criança tiver uma convulsão, coloque-a de lado (posição lateral de segurança), proteja a cabeça, não introduza nada na boca e contacte imediatamente o 112. Após uma primeira convulsão febril, o pediatra pode recomendar medidas preventivas em episódios futuros de febre.

  • Complicações Neurológicas

Em casos extremamente raros, o HHV-6 pode causar encefalite (inflamação cerebral) ou meningite. Estas complicações ocorrem principalmente em crianças imunodeprimidas e são excecionais em crianças saudáveis.

Sinais de alerta incluem convulsões prolongadas (mais de 15 minutos), alterações da consciência, letargia extrema, vómitos persistentes ou comportamento muito anormal. Qualquer suspeita de envolvimento neurológico requer avaliação hospitalar urgente.

  • Complicações em Imunodeprimidos

Crianças e adultos com sistemas imunitários comprometidos podem desenvolver formas graves de infeção por HHV-6, incluindo pneumonite (inflamação pulmonar), hepatite ou reativação viral com doença sistémica. Estes doentes requerem acompanhamento especializado.

  • Hepatite

Elevações ligeiras das enzimas hepáticas podem ocorrer durante a roséola, mas hepatite clinicamente significativa é rara. Geralmente resolve espontaneamente sem tratamento.

Prevenção e cuidados a ter

Não existe vacina contra a Roséola

A prevenção baseia-se em medidas gerais de higiene que reduzem a transmissão de infeções virais.

  • Medidas preventivas

    Lavar frequentemente as mãos com água e sabão é a medida mais eficaz. Ensine crianças mais velhas a lavarem as mãos corretamente, especialmente antes de comer e após usar a casa de banho.

    Evite partilhar copos, talheres, chupetas ou brinquedos que vão à boca entre crianças, particularmente em ambientes de creche. Limpe regularmente brinquedos e superfícies com produtos desinfetantes adequados.

    Durante surtos em creches, a higiene rigorosa das mãos dos cuidadores entre o manuseamento de diferentes crianças é fundamental.

  • Isolamento

    Como a Roséola é mais contagiosa durante a fase febril (antes do diagnóstico ser evidente), o isolamento é difícil de implementar eficazmente. Quando a criança desenvolve o exantema e o diagnóstico é confirmado, o período de maior contágio já passou.

    Segundo orientações de saúde pública, a maioria dos pediatras considera seguro o regresso à creche 24 horas após a febre desaparecer, mesmo que as manchas ainda estejam visíveis. Contudo, é importante respeitar as políticas específicas de cada instituição.

  • Cuidados durante a doença

    Mantenha a criança doente em casa durante a fase febril, tanto para o seu conforto como para evitar transmitir a infeção. Assegure hidratação adequada, monitorize a temperatura regularmente e mantenha o ambiente fresco e confortável.

    Informe a creche ou escola sobre o diagnóstico para que outros pais estejam alerta para sintomas semelhantes nos seus filhos.

  • Roséola e a Gravidez

    Mantenha a criança doente em casa durante a fase febril, tanto para o seu conforto como para evitar transmitir a infeção. Assegure hidratação adequada, monitorize a temperatura regularmente e mantenha o ambiente fresco e confortável.

    Informe a creche ou escola sobre o diagnóstico para que outros pais estejam alerta para sintomas semelhantes nos seus filhos.

    Ainda assim, grávidas devem evitar contacto próximo com crianças febris sempre que possível, como medida de precaução geral aplicável a todas as infeções.

Fique a par das

  • Perguntas Frequentes - Roséola

    • O que é a roséola infantil?

      A roséola infantil é uma infeção viral benigna que causa febre alta durante 3 a 5 dias, seguida do aparecimento de manchas rosadas no corpo após a febre baixar.

      Afeta principalmente bebés entre os 6 meses e os 3 anos.

    • Quais são os primeiros sintomas da Roséola infantil?

      O primeiro sintoma da Roséola infantil é febre alta repentina (39-40°C) que dura 3 a 5 dias. 

      Depois, a febre desaparece subitamente e surgem pintinhas vermelhas ou rosadas no tronco, que podem espalhar-se para pescoço, braços e pernas.

    • A Roséola é contagiosa?

      Sim, a Roséola é transmissível através de gotículas respiratórias (tosse, espirros, fala) e contacto com saliva.

      É mais contagiosa durante a fase febril, antes das manchas aparecerem.

    • Quanto tempo demora a Roséola a passar?

      A fase febril dura 3 a 5 dias. As mancham no corpo duram 12 a 48 horas. Do início da febre até à recuperação completa, o processo demora cerca de 5 a 7 dias.

    • Como se trata a Roséola infantil?

      Não há tratamento específico. O tratamento é sintomático: paracetamol ou ibuprofeno para a febre, hidratação abundante e repouso.

      A Roséola resolve-se naturalmente sem necessidade de antibióticos ou antivirais.

    • Pode-se ter Roséola mais do que uma vez?

      É muito raro. Após ter roséola causada pelo vírus HHV-6, a criança desenvolve imunidade duradoura.

      Casos múltiplos são excecionais, exceto em pessoas imunodeprimidas.

    • Quando devo levar a criança ao médico?

      Consulte o médico se a febre causada pela Roséola durar mais de 5 dias, se houver convulsões, dificuldade respiratória, recusa total de líquidos, letargia extrema ou se a criança parecer muito doente.

    • A Roséola deixa manchas permanentes?

      Não. O exantema da Roséola desaparece completamente em 1 a 2 dias sem deixar marcas, descamação ou alteração da pigmentação da pele.

    • Quando é que a criança pode voltar à creche?

      Geralmente 24 horas após a febre ter desaparecido, mesmo que as manchas ainda estejam visíveis.

      Confirme com o pediatra e respeite a política da instituição.

    • A Roséola é perigosa?

      Na grande maioria dos casos não. É uma doença benigna que resolve sozinha.

      Complicações graves são raras e ocorrem principalmente em crianças com sistema imunitário enfraquecido.

Resumo sobre Roséola Infantil

A roséola infantil é uma das doenças exantemáticas mais comuns na primeira infância, afetando predominantemente crianças entre os 6 meses e os 3 anos. Embora a febre alta repentina assuste muitos pais, trata-se de uma doença benigna e autolimitada que raramente causa complicações. Pontos-chave sobre a Roséola:

  • Causada principalmente pelo vírus humano tipo 6B (HHV-6B), a Roséola manifesta-se em 2 fases distintas. Primeiro surge febre elevada (39-40°C) que dura 3 a 5 dias. Quando a febre desaparece subitamente, aparecem pintinhas vermelhas no corpo do bebé após febre - pequenas manchas rosadas que começam no tronco e podem espalhar-se.
  • A Roséola infantil é transmissível através de gotículas respiratórias e contacto com saliva, sendo mais contagiosa durante a fase febril. Curiosamente, quando o exantema surge e o diagnóstico se torna evidente, o período de maior contágio já passou.
  • O tratamento centra-se no alívio dos sintomas com antipiréticos como paracetamol ou ibuprofeno, hidratação adequada e repouso. Não existem antivirais necessários para crianças saudáveis. Do início dos sintomas à recuperação completa, a Roséola manifesta-se durante cerca de 5 a 7 dias.
  • Ter Roséola mais do que uma vez é extremamente raro graças à imunidade duradoura desenvolvida após a infeção. A maioria das crianças só tem Roséola uma vez na vida.

As complicações são raras, sendo as convulsões febris a mais comum (10-15% dos casos). Estas ocorrem devido à febre alta, não pela doença em si, e geralmente não causam danos permanentes. Não existe vacina contra a roséola. A prevenção baseia-se em medidas gerais de higiene: lavagem frequente das mãos, não partilhar objetos pessoais e limpar regularmente superfícies e brinquedos.  

Este artigo tem como objetivo informar e difundir o conhecimento sobre a Roséola, comummente como "seta doença". Este conteúdo não deve substituir a orientação, o diagnóstico nem o tratamento profissional. Procure sempre a orientação do seu médico para quaisquer dúvidas que possa ter em relação à sua condição médica.

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